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Mosteiro de Tibães

Desde Outubro passado comecei a fazer caminhadas com um grupo de amigos. Vamos de quinze em quinze dias, escolhemos um sítio com percursos marcados e, aos domingos de manhã, arrancamos bem cedinho para começar a caminhada sempre pela fresquinha. Comecei, portanto, no Outono e continuei pelo Inverno, com frio e chuva às vezes. Agora o tempo está a ficar melhor e começa a saber bem sentir o sol quente na pele enquanto se sobe a montanha.

Há uma caminhada que gostava de partilhar convosco, não propriamente por ter sido muito dura em termos físicos, mas por ter sido tão surpreendente que não resisto a falar dela.

Quando me falaram das combinações, que íamos andar à volta de um mosteiro em Braga, porque um dos amigos do grupo vive ali na zona, seguido de uma almoçarada em casa dele, eu imaginei-me a passar a manhã a subir e descer escadas de pedra ao estilo do Bom Jesus de Braga, a contornar o mosteiro e a tirar fotos. Não fiquei muito entusiasmada com este cenário, mas era uma caminhada, a companhia é sempre boa e a ementa do almoço prometia, por isso disse que sim, que ía.

Não podia ter-me enganado mais com aquilo que pensei que pudesse ser o domingo que se seguiria. O Mosteiro de Tibães é fabuloso e o cenário envolvente é idílico. Eu não imaginava que ali naquela zona houvesse um espaço tão amplo, com umas vistas tão desafogadas, uns jardins tão grandes e tão bem cuidados. E o Mosteiro está todo restaurado e bem preparado para receber os visitantes. Em troca de um bilhete de 4 euros tivemos uma explicação bastante pormenorizada da história do mosteiro que remonta aos tempos da formação de Portugal. E ainda é possível ter uma visita guiada por todo o espaço interior do edifício e jardins envolventes.

E mais não digo. Deixo-vos, espero, com a curiosidade desperta. Aconselho vivamente uma visita a este pedacinho do nosso património. Preparem-se com água, máquina fotográfica, calçado e roupa confortáveis e planeiem um dia em família com vários ingredientes: história de Portugal, passeio e cenários belíssimos.

Só falta dizer que, a seguir, o almoço em casa desses amigos foi delicioso. Comemos, numa mesa cá fora no jardim à sombrinha de uma árvore, umas alheiras transmontanas grelhadas, com mais uns petiscos de entrada, umas papas de sarrabulho e tudo regado com um belo tinto do Dão.

 

*fotos gentilmente cedidas pelo amigo e companheiro de caminhadas, João Vieira.

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